se vai construindo a Igreja

18
Jan 09

A Semana de oração pela unidade dos cristãos é celebrada do dia 18 ao dia 25 de janeiro. Estas datas foram propostas em 1908 por Paulo Wattson, de modo a cobrir o período entre a festa de São Pedro e a festa de São Paulo.


Mais uma vez a Igreja nos convida a rezar pela unidade, este ano, com um tema proposto pelas Igrejas da Coreia. Face à divisão do seu país, as Igrejas procuraram inspiração no profeta Ezequiel, o qual também viveu num país tragicamente dividido e que desejava a unidade para o seu povo. Os textos foram preparados conjuntamente pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

mafaoli às 21:16
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11
Out 08

 

Uma vez que o segundo volume está demorado, o SNEC disponibilizou um rascunho daquilo que vai ser o Guia do segundo volume 

Guia provisório do 2º ano de catequese 

Clique aqui para obter o documento

 

mafaoli às 21:39

28
Set 08

 

O Ministério da Coordenação é o serviço que suscita e integra através de acções concretas  as forças vivas da catequese: pároco, catequistas, pais, catequizandos e as outras  pastorais.
 
Este ministério deve ser exercido com alegria, como uma fonte de espiritualidade, como um serviço em prol do Reino: animando os catequistas, abrindo novos horizontes, actualizando-se continuamente, estando em sintonia com as orientações diocesanas, criando um clima de acolhimento,  partilha e confiança. Deste modo, a catequese surge como luz na comunidade.
 
Existem diversas maneiras de exercer o ministério da coordenação. Entre elas destacamos as seguintes:
 
·        Coordenação centralizadora – sobressai a função. Não divide tarefas. Não confia totalmente no grupo. Normalmente uma coordenação centralizada é autoritária, por vezes distante da caminhada da catequese e dos reais problemas dos catequistas, dos catequizandos, dos pais e da comunidade cristã. Numa coordenação centralizada, com facilidade surgem os descontentamentos, as divisões, os subgrupos, o desânimo e as desistências. Uma coordenação assim, dificilmente conseguirá levar até ao fim um projecto catequetico.
 
·        Coordenação fraterna, democrática – caracteriza-se pelo serviço pela animação, pela distribuição das tarefas, pela confiança nos catequistas, pelo amor aos pais dos catequizandos, pela vivência comunitária, pela preocupação com a formação dos catequistas, pelo relacionamento humano, afectivo, carinhoso, alegre, mesmo nos erros e nas tensões.
 
Acolhe as sugestões, aceita com humildade as críticas, aponta sempre uma  luz nas horas de tensões. Acima de tudo, elabora um projecto catequético participativo capaz de gerar um processo de educação da fé na comunidade.
 
mafaoli às 21:43

07
Set 08

 

A Catequese nos últimos tempos deu passos significativos. Em toda parte percebe-se um fervilhar de novas experiências e métodos mais adequados que nos orientem na caminhada. Este processo de renovação depara-se com alguns desafios: a catequese não pode ser uma simples iniciativa baseada na boa vontade, na improvisação. Disso decorre a necessidade de pensar, organizar e actualizar a catequese, buscar novos rumos, animar os catequistas, criar um clima humano-afectivo.  Surge assim a missão do coordenador do qual depende, em grande parte, a dinâmica e a renovação da catequese numa comunidade.

 

 

 

“A actividade pastoral não pode processar-se às cegas. O apóstolo não corre em busca do incerto, nem golpeia no ar”. (Paulo VI)

 

Coordenação vem da palavra “co-ordinatione” que significa:  dispor certa ordem ou método”, organizar o conjunto, pôr em ordem.  É uma “co-operação”, uma acção de “co-responsabilidade entre os iguais”. A coordenação promove a união de esforços, de objectivos comuns e de actividades comunitárias, evitando o paralelismo, o isolamento na acção catequética. A coordenação tem por finalidade criar relações, facilitar a participação, desenvolver a sociabilidade, levar à cooperação, comprometer na co-responsabilidade, realizar a interacção e tornar eficaz o conjunto da caminhada catequética.

 

Para esta missão é fundamental um trabalho de grupo, e não de uma só pessoa.

 

A catequese renova-se mais rapidamente, quando uma comunidade investe na equipe de coordenação e esta assume a sua missão articuladora, animadora da catequese .

 

 

 

Nesse sentido o MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO reveste-se de uma mística, de uma espiritualidade, de uma missão. Coordenar é integrar, animar, avaliar, revisar, celebrar, incentivar a caminhada da catequese. O ministério da coordenação é o serviço que mantém  viva a caminhada da catequese em sintonia com as opções diocesanas, paroquiais, e segundo as exigências de uma catequese renovada. E o coordenador encontra o modelo, a inspiração e a fonte de graça para exercer o seu ministério na Pessoa de Jesus.

 

Sabemos que Jesus Cristo não quis assumir a sua missão sozinho. Fez-se cercar do grupo dos doze (Mc 3,13). Com eles vai criando a sua comunidade. Os Evangelhos mostram-nos que várias atitudes de Jesus caracterizam-se por um amor cordial e concreto pelas pessoas.  Vejamos algumas situações:

 

a)    Jesus conhece as pessoas e  aceita-as como elas são. Parte daquilo que são os discípulos, e não daquilo que deveriam ser para conduzir cada um a um crescimento cada vez mais profundo  (Jo 20, 27;  Lc 22, 61;  Lc 24, 13-35).

 

b)    Jesus exerce sua autoridade com caridade.  É aquele que serve ( Jo 13, 1-20). “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mc 10, 45). Para Jesus, todos têm uma caminhada a fazer, uma conversão a realizar, uma esperança a construir. A grande norma do grupo é o mandamento do amor.

 

c)     Jesus situa-se dentro da comunidade e  dirige-a com amor.  A presença de Jesus é viva no meio da comunidade. Ensina a partilhar e ser solidário em tudo (Jo 6, 1-15).

 

d)    Jesus fala da necessidade da sua paixão e convida os seus discípulos a partilhar  a sua Cruz, vivida e assumida na fé e na esperança, porque passando por ela constrói-se o Reino (Lc 9, 22-26).

 

e)    Jesus criou uma comunidade para a Missão. A comunidade é um caminho de crescente fraternidade e abertura para a missão. O apóstolo Paulo alerta (Rm 12, 9-21) para que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Isto é, que a nossa missão de coordenadores não seja uma forma de vanglória e nem um fardo nos ombros dos outros, mas que seja uma continuidade da missão de Jesus Cristo na edificação do Reino.

mafaoli às 21:21

26
Jun 08
Chegado ao fim do ano paroquial, eis que um novo desafio se coloca às nossas paróquias: São necessários novos catequistas para o novo ano! Quem? Quantos? …

Não poderá ser uma escolha feita levianamente, como muitas vezes acontece, porque os resultados e consequências são por vezes irreparáveis.

No nº 15 “Catechesi Tradendae”, o Papa João Paulo II diz-nos que a Catequese é uma "tarefa verdadeiramente primordial da missão da Igreja. Que ela é convidada a consagrar à catequese os seus melhores recursos de pessoal e de energias, sem poupar esforços, trabalhos e meios materiais, para a organizar melhor e de formar para a mesma, pessoas qualificadas".

Em virtude da importância do catequista na vida da Igreja, é fundamental que se definam critérios para a sua escolha.

Sendo assim e, respondendo aos anseios de nossos padres e catequistas, devemos seguir os seguintes critérios:

• Ser convidado e entrevistado pelo pároco para que o futuro catequista saiba que não estará sozinho e que sua missão está interligada à missão do pastor.
• Ter recebido os sacramentos de iniciação cristã: Baptismo, Eucaristia e Crisma. Os responsáveis pela escolha dos novos catequistas devem usar o bom senso, pois, se querem uma comunidade madura, esforcem-se para chamar pessoas maduras na fé.
• Se constituiu família, que tenha recebido o sacramento do Matrimónio.
• Ter vida sacramental e litúrgica testemunhando, assim, a sua inserção na comunidade.
• Colocar a catequese como prioridade pois assim, não deixará de participar das reuniões, dos eventos e dos retiros.
• Comprometer-se em aperfeiçoar continuamente a sua formação catequética.
• Ter disponibilidade de tempo para participar das actividades da catequese, fazendo uma programação que dê prioridade: à formação, à preparação dos encontros catequéticos, à participação em reuniões e em celebrações litúrgicas.
• Ter aptidões naturais, qualidades humanas, intelectuais e psico-pedagógicas.
• Cultivar o espírito de obediência e respeito às directrizes referentes à Catequese, tanto ao nível da Igreja Universal, quanto ao nível da Igreja Particular.

É importante saber discernir no momento da escolha, pois o catequista é alguém que presta um serviço eclesial ao ser agente de transmissão da fé e, por consequência, edificador da Igreja, onde está presente o Mistério de Deus
mafaoli às 16:20

17
Jun 08

Ao “desfolhar” as páginas da Internet, dei de caras com esta carta.
Em tempo de avaliação e programação para o próximo ano, talvez seja bom ler e reflectir neste texto e não perder a oportunidade de o partilhar na reunião de avaliação da catequese.


“Eu tenho 12 anos, mas já sou capaz de pensar e exprimir. O recado que eu deixo, aqui, é directo para ti, meu catequista. Não te conheço bem, mas sinto, pelo teu jeito, que posso confiar em ti. Por isso o meu recado está recheado de boas intenções, mas, como é próprio de qualquer jovem adolescente da minha idade, também tem um pouco de ameaça.
Sou um adolescente imprevisível. Alguns chamam-me até de “aborrescente”. Sei que vais entender, lê com atenção este meu pedido. Não estou bem, ando meio confuso. Dizem que é normal acontecer isto na minha idade. Todos parecem saber tudo o que acontece na cabeça de alguém que tem 11, 12, 13 anos. Mas, ao mesmo tempo em que dão palpites e conselhos, também parecem não saber quase nada. Ninguém me ajuda e poucos me apoiam. Por isso, sei que posso confiar em ti, meu catequista. Este recado que te deixo pode servir para muitos outros jovens da minha idade e para muitos catequistas da tua idade. É um alerta que eu faço. Embora eu tenha pouca idade, leio bastante, domino a Internet e quando quero, escrevo bastante.Será que me podes ajudar?
Talvez não acredites muito em mim por causa do que falam a respeito dos que têm a minha idade. Mas quero ser directo, sem rodeios, para início de conversa. Pesquisando num site sobre a juventude de hoje, encontrei esta frase de São João Calábria que me serviu de inspiração para te enviar esta carta: “eu sou de quem me conquistar”. A frase é forte, não é? Então, continua a ler o que escrevo abaixo.

Se não me deres atenção, um pouco de carinho ou até mesmo um sorriso quando eu chego, posso ser conquistado pela desobediência e de não gostar de ti.
Eu sou de quem me conquistar.
Se não me ensinas a importância da oração e não rezas comigo, como saberei rezar? Se me dizes que Deus é vingativo, assustador e perverso, como poderei gostar dele?
Eu sou de quem me conquistar.
Se não me ensinas o respeito, se não me dá atenção e não dialogas comigo, se não te interessas pela minha vida, posso ser conquistado a qualquer momento pelo desamor, pela inconstância e pelo mundo. É desses sentimentos que me vou aproximar.
Eu sou de quem me conquistar.
Se não tiveres paciência com a minha inconstância, não andarei pelo caminho que tu me queres indicar. Teimosamente, seguirei um caminho oposto, pois é da minha índole ser assim. Sou jovem, muito jovem, adoro contrariar.
Eu sou de quem me conquistar.
Se te apresentas como meu catequista e não colocas em teus actos a alegria e se não sinto em ti vontade, ânimo e crença naquilo que fazes, não direi sim ao teu convite e como poderei, em ti confiar?
Eu sou de quem me conquistar.
Se te negas a apresentar-me um Deus atraente, alegre, justo, ético, continuarei tentado a aceitar outros convites. Se não insistes comigo, as drogas, as bebidas, o cigarro, a violência, o sexo fácil, a indiferença e o consumismo irão insistir. Se não me conquistas, serei, por certo, mais um a aumentar as estatísticas dos que se dizem “sem religião” .
Se reclamas de mim e te recusas a enfrentar os desafios que se apresentam para esta conquista, agirei de forma a te afrontar. E se não fores forte, resistente e confiante na tua missão, também tu desanimarás.
E sou de quem me conquistar.
Conquista-me. Para de reclamar. Aprofunda os teus conhecimentos, procura ajuda ao ajoelhar.
Eu rezo pouco, mas ouço de muitos adultos, assim como de ti, meu catequista, o quanto é importante rezar. Mas pelo menos tenta, aceita conquistar-me. Tu lidas com pessoas, não tens como fugir disso.
Por isso, tenta, insiste, prossigue nos teus desejos de conquista. Cause em mim uma boa impressão e lembra-te: não te darei uma segunda oportunidade de me causar uma primeira boa impressão.
Empenha-te por mim, é o que eu peço.
Eu valho a pena, preciso do teu ardor e da tua coragem.
Não sou tão terrível assim. Quando eu estiver distraído, olha para mim com amor e não com raiva. Quando eu não quiser rezar na hora em que tu pedes, tem compaixão comigo e não me transformes num vilão.
Se eu não fiz o trabalho que me pediste, pede de novo, insiste. Se não te abracei, abraça-me . Se meus pais não te procuram para conversar, procura-os. Eu preciso muito de alguém que mostre interesse por mim. Fala de mim aos meus pais. Talvez assim, eles percebam que eu existo.
Eu sou de quem me conquistar.
Não desistas de mim. Eu quero tanto aprender um pouco mais daquilo que tu te propões a ensinar. Basta para isso, que realmente me queiras conquistar.”
Assinado:
Um jovem catequizando


E se eu recebesse uma carta assim de um catequizando , qual seria a minha atitude?
mafaoli às 14:42

12
Jun 08
Estamos a chegar ao fim de mais um ano de actividades na Catequese. É tempo de avaliar e começar a programar o novo ano.
Para nos ajudar há muitas possibilidades. A técnica e a forma são o que menos interessa. Importante mesmo é sermos capazes de fazer caminho e de nos renovarmos, como catequistas. Podemos reu­nir o nosso grupo e responder a um inquérito. Podemos elaborar um conjunto de perguntas e classi­ficar-nos. Podemos fazer um dia de pausa, fazer silêncio e reflectir no que fazemos. Podemos jun­tar-nos todos os catequistas e fazer com que tudo pareça excepcional quando não é tanto. Podemos tantas coisas... Podemos avaliar tudo, com muito pormenor. Ou ficar por generalidades. Avaliar é difícil. Avaliar-nos, mais ainda.
Propomos aqui uma possibilidade diferente: um esquema a duas mãos. Para auto-avaliação e para um futuro diálogo com o grupo de catequistas, o responsável dos catequistas ou mesmo o nosso pároco. A avaliação não é (sobretudo) um momento de "julgar" [de forma positiva e negativa) o que fizemos. É um momento de aprendermos. Com os erros e com as vitórias. É um momento de rezar o que construímos. É um momento de crescer. E como crescer, custa sempre, tudo podemos sentir. Importa é não desanimar e seguir em frente. Construindo mais. Sendo melhores catequistas. Aceitas este desafio?
Tentamos construir um modelo "evangélico", que siga os passos de Jesus.

1- Momento de Partida: Promessa e Profecia
"No princípio..."
(Gn1,1). O anúncio do Evangelho é feito de "Promessa e Profecia", um "princípio" e um "fim". Um "alfa e um ómega".
Começa a tua narração com "No princípio..." e procura avaliar a programação do ano, as etapas estabelecidas, os objectivos traçados, as actividades, as celebrações, os encontros.
Numa escala de O a 5 avalia os seguintes aspectos:

No princípio…

Realizei a minha programação...
Estabeleci objectivos...
Procurei atingir metas estabelecidas...
Cumpri a calendarização...
Segui o projecto definido a princípio...
Houve mais para além da catequese...
Foram importantes os encontros...
O Retiro do grupo foi marcante...

0=não fiz; 1=muito pouco; 2=pouco; 3=suficiente; 4=bom; 5=muito bom


2- Anúncio de novidade
"Passou entre nós fazendo o bem" [Act 10, 38].
A mensagem do Evangelho e de Jesus é o centro do anúncio na catequese. Uma mensagem que se transforma em vida na comunidade onde celebramos a nossa fé. Vida em Jesus Cristo. Como é que anunciaste a Jesus de Nazaré? Como preparaste os conteúdos a anunciar? Como viveste cada sessão de catequese? Foste realmente portador da novidade de Jesus que passou entre nós fazendo o bem? Narra agora a tua experiência de anunciador de Jesus. Escreve os teus "Actos dos Apóstolos", destacando todas as coisas que realizaste, o modo como as preparaste, os caminhos que percorrestes. Numa escala de O a 5 avalia os seguintes aspectos:


Formação
Participei em cursos de actualização...
Acompanho as novidades do mundo da catequese...
Participei nas acções de formação da Paróquia...
Participei nas acções de formação da Diocese...
Acompanhei as Jornadas Nacionais de Catequistas...
Procurei ler e estudar assuntos que me ajudam na formação pessoal para a
catequese...

Preparação da catequese
Preparo com antecipação a sessão de catequese...
Preparo atempadamente os materiais necessários...
Aplico metodologias e técnicas de acordo com as necessidades dos catequizandos ...
Torno os conteúdos atraentes, organizados e actualizados...
Nas dificuldades, procuro ajuda com quem sabe mais e tem mais experiência do que eu...
Rezo durante a semana os conteúdos que vou anunciar...

Sessão de Catequese
Mostro domínio do tema e preparação adequada...
Apresento com segurança os temas..
Fomento a participação de todos os membros do grupo...
Torno interessante e atraente a mensagem de Jesus Cristo...
Participo nas actividades propostas para além da Catequese...
Mostro-me aberto ao diálogo...
Apresento os temas de acordo com o Guia...
Sou capaz de motivar os catequizandos...
Sou assíduo e pontua!...
Torno a sessão de catequese cativante e atraente...
Uso dinâmicas activas...

Relações com os catequizandos
Acompanho as situações pessoais dos membros do meu grupo...
Fomento a partilha do grupo…
Tenho uma relação empática com os destinatários...
Aceito as indicações que me dão os catequizandos...
Sou sociável e comunicativo dentro e fora da Catequese...
Estimulo o espírito de grupo, a partilha e a solidariedade...
Acompanho o crescimento do grupo e estimulo a sua integração nas acções da Paróquia...
Partilho com os pais dos membros do meu grupo as situações que se vivem no grupo...

0=não fiz; 1=muito pouco; 2=pouco; 3=suficiente; 4=bom; 5=muito bom

3 - Compromisso e comunhão de vida:
"Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos" (Mt 28,19).
O compromisso com Jesus leva-nos à missão, ao testemunho, à alegria e ao entusiasmo de ser­mos cristãos, comprometidos com os que mais necessitam. Este compromisso é também comun­hão com os mais necessitados e sobretudo com os que estão necessitados de Jesus. Como é a tua integração na comunidade? Como ajudas os teus catequizandos a celebrar a sua fé? Como é que ajudo os membros do meu grupo a assumirem as suas responsabilidades como cristãos?
Escreve um conjunto de ideias que possam dar força ao teu compromisso e comunhão de vida, numa espécie de "Manifesto" à maneira de 5. Paulo: "Ai de mim se não evangelizar", porque "já não sou que vivo é Cristo que vive em mim".
Numa escala de O a 5 avalia os seguintes aspectos:

Compromisso
Sou testemunha da minha fé em Jesus Cristo...
Participo activamente nas acções da comunidade e partilha...
Vivo com entusiasmo a minha missão de catequista...
Ajudo os outros catequistas nas suas dificuldades...
Sou exemplo de caridade e serviço...
Contribuo para a vida de comunhão na Paróquia...

Testemunho
Levo o meu grupo de catequese ao compromisso social com os outros...
Fomento no meu grupo campanhas de solidariedade...
Ajudo os meus catequizandos a serem eles próprios evangelizadores dos outros
jovens /crianças...

Celebração
Contribuo para que os membros do meu grupo participem na Liturgia da Paróquia...
Fomento momentos de oração com a Comunidade...
Preparo com atenção e discernimento a festa que corres­ponde ao meu grupo...
Acompanho os meus catequizandos nos diferentes momentos do ano litúrgico...

0=não fiz; 1=muito pouco; 2=pouco; 3=suficiente; 4=bom; 5=muito bom



Estas são algumas pistas orientadoras que nos podem ajudar a fazer a nossa reflexão de autoavalia­ção do percurso da catequese deste ano. A avaliação é uma oportunidade única de crescimento que impulsiona uma mudança de atitude e leva à conversão do coração, possibilitando uma melhoria da vivência na comunidade, dos valores do Reino. Avaliar é ajudar. Para o ano há mais, não valeu a pena?

(Texto transcrito da revista Catequistasnº 20 Jun 2006)


mafaoli às 13:12
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27
Mai 08

Quantas vezes passamos a vida a reclamar, mas não damos um passo para fazer algo diferente. Os problemas são sempre dos outros: os outros catequistas, a coordenação, o padre, os pais, a estrutura, o conteúdo, a formação, a falta de tempo.
Nunca somos capazes de dizer: “ o problema está em mim”.
Precisamos reclamar menos e passar a agir mais. Vamos parar de reclamar e tentar fazer coisas diferentes. Pelo menos tentar.
Neste momento estamos a chegar ao fim de mais um ano catequético, é tempo de avaliar e programar o próximo ano. 
Todos os grupos devem fazer a avaliação do seu desempenho deste ano, ver os pontos bons e menos bons e até os que correram mal, nenhuma tarefa  deve ficar sem avaliação. Sem isso,  não poderemos prosseguir a nossa caminhada com seriedade.  
.A avaliação ajuda a alegrarmo-nos com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom. Avaliar em consciência vai ajudar o grupo a melhor programar o próximo ano.
Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade.
A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.
Quando temos uma experiência que dá certo, que toca os nossos jovens e crianças e faz bem aos catequistas, não podemos deixar morrer a chama e ficar à espera para lhe dar continuidade sabe-se lá quando.
 
Não deixemos morrer as boas experiências. Boas iniciativas precisam de ser melhoradas e repetidas.
 E iniciativas que não deram certo precisam ser mudadas, melhoradas.
Não podemos pecar pela omissão de não tentar fazer nada de diferente.

Catequese sem reunião de avaliação é inconcebível.
Catequese sem planeamento é lamentável.
Catequista sem tempo para nada é horrível.

Se nada deu certo, foi tudo muito difícil e complicado e tudo secomplicou,   é hora de pedir ajuda.

Se muitas coisas funcionaram, foram bons momentos de catequese, enriqueceram o nosso grupo de catequistas, de catequizandos, a nossa comunidade, é o momento de lhes dar continuação e passar aos outros estas experiências.

Qual é o problema? Falta tempo para fazer a reunião de avaliação do ano? Falta tempo para reunir um grupo de catequistas por uma hora, num dia da semana? Falta tempo para avaliar o trabalho, trocar experiências, pensar o próximo ano?
Se for isto que está a acontecer, a catequese anda mal.
Mas, se o que falta é iniciativa para fazer uma reunião destas, então a catequese está péssima.
Pior do que uma catequese com dificuldades e contratempos, é catequese sem iniciativa.
 
 
Na revista “Catequistas” de Junho de 2006, encontramos no seu suplemento, um bom apoio para fazer uma  avaliação e reflexão  à nossa catequese deste ano que está a findar.
Vamos aceitar este desafio.
 
Está na hora de avaliar e planear.
Chega de reclamar e nada fazer.
mafaoli às 17:13

12
Abr 08
 
 
 
1.  Antes de falarmos sobre a pessoa do catequista, convém recordar algumas verdades que fundamentam sua ação pastoral, já que este fala em nome da Igreja e é enviado por ela para exercer sua missão.
 
Em primeiro lugar é importante ressaltar que a Igreja « existe para evangelizar », isto é, para « levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade », conforme nos ensina o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (EN 14).
 
O Diretório Geral para a Catequese (DGC), afirma que a evangelização tem como finalidade convidar homens e mulheres à conversão e à fé (DGC 53). E este chamamento de Jesus, « arrependei-vos e crede no Evangelho » (Mc 1,15), continua a ressoar hoje, mediante a evangelização da Igreja, que pode ser realizada de muitas formas. Entre estas, destaca-se a catequese.  O ‘momento’ da catequese é aquele que corresponde ao período em que se estrutura a conversão a Jesus Cristo, oferecendo as bases para aquela primeira adesão (DGC 63). A catequese, « distinta do primeiro anúncio do Evangelho » (DGC 182) promove e faz amadurecer esta conversão inicial, educando à fé o convertido e incorporando-o na comunidade cristã.
 
A catequese na Igreja é um ensino que remonta à época apostólica, mas que tem a sua fonte primeira no próprio Jesus, que foi um excepcional mestre de doutrina e de vida. Ele era chamado pelos discípulos e pelas multidões de rabbi, isto é, mestre (cf. Jo 1,49; 3,2; 4,31; 6,25; 9,2; 11,8). Ensinou durante a sua vida ministerial com uma autoridade que causava espanto e admiração em todos os que o ouviam, e que superava sem medida  a forma com que ensinavam os mestres da lei da sua época (cf. Mc 1,22).
 
Hoje em dia, ainda que a catequese seja uma responsabilidade de toda a comunidade cristã, há algumas pessoas que recebem um encargo especial, nesta tarefa pastoral.
São elas:
  •     Os Bispos:  primeiros responsáveis pela catequese, catequistas por excelência ;
  •    Os sacerdotes:  pastores e educadores da comunidade cristã;
  •    Os pais: primeiros educadores dos próprios filhos à fé;
  •    Os leigos: grande maioria no desempenho da pastoral catequética.            
 
mafaoli às 22:55

2.     A Vocação do Catequista
 
Afirma o Diretório Geral para a Catequese que “a vocação do leigo à catequese tem origem no sacramento do Baptismo e fortalece-se pela Confirmação, sacramentos mediante os quais ele participa do « ministério sacerdotal, profético e real » de Cristo.  Além da vocação comum ao apostolado, alguns leigos sentem-se chamados interiormente por Deus, a assumirem a tarefa de catequistas. A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere a missão de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida homens e mulheres, de uma maneira especial, a segui-Lo, mestre e formador dos discípulos. Este chamado pessoal de Jesus Cristo e a relação com Ele são o verdadeiro motor da acção do catequista. « É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de « evangelizar », e de levar outros ao « sim » da fé em Jesus Cristo “(DGC 231).
 
Ser catequista é uma vocação! É um chamamento da parte de Deus para uma missão. O catequista, ao sentir esse chamamento verifica que necessita compreender melhor seu trabalho missionário.
 
Sentir-se chamado a ser catequista e a receber da Igreja a missão para fazê-lo pode adquirir, de facto, diversos graus de dedicação, segundo as características de cada um.       
 
Há muitas formas de exercer o ministério catequético, mas independente delas, o catequista deve  esforçar-se para desenvolver em si as seguintes características:
 
                                                                        
SER CATEQUISTA
Ser
Saber
Fazer
Conviver
Vocação: Sou  chamado a servir
Sou discípulo e devo aprender com Jesus
Sou enviado pela Igreja, em  missão
Devo  formar comunidade fraterna
 
 
 
 
 
 
 
 
3. O Catequista é discípulo de Jesus
 
O catequista é um instrumento vivo, através do qual Deus se comunica com os homens; é um educador da fé e não um mero repetidor de uma doutrina; é um transmissor do Evangelho com a própria vida, seguindo o conteúdo, o estilo, os critérios e os métodos de Jesus, aprendendo a ter os seus mesmos sentimentos (cf. Fl 2, 5-11).
 
Então, o CATEQUISTA é um homem ou uma mulher, escolhido (a) por Deus, através da sua Igreja, e por ela encarregado (a), para ser um sinal-instrumento eficaz para transmitir, com a própria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino Deus que aconteceu em Jesus Cristo.
 
O catequista torna-se assim um mediador entre o diálogo que Deus quer empreender com todos os homens. É uma pessoa que encontrou e aderiu a Cristo e à sua Palavra tornando-se, por isso, uma testemunha deste encontro e desta adesão. É um “mestre” que busca ajudar os outros homens, seus irmãos, a descobrirem e a conhecerem aquilo que Deus falou e quer e deles espera como resposta de amor: “que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,40).  É um educador, que conduz cada pessoa a desenvolver o germe da fé baptismal, isto é, aquilo que cada um possui de melhor dentro de si, ou seja, Jesus Cristo, dom impresso pela graça baptismal.
 
O catequista é uma testemunha, capaz de santificar Cristo em seu coração e que está sempre pronto a dar razão da sua esperança a todos aqueles a pedirem. Isto torna-se, por assim dizer, uma tarefa ainda maior nos nossos dias, que imersos num contexto secularizado e de inversão de valores, exigem do catequista uma capacidade de incarnar no mundo a própria fé e de comunicá-la de modo convincente e crível, a fim de que os homens se possam libertar de tudo aquilo que é contrário à sua dignidade de filhos de Deus.
 
Como educador da fé dos seus irmãos, o catequista é devedor a todos do Evangelho que anuncia, ao mesmo tempo em que se deixa educar pela fé e pelo testemunho daqueles que catequiza.
mafaoli às 22:53

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